terça-feira, 1 de novembro de 2011
…O nosso Portugal…
País de múltiplas culturas,
Que se banha de ilusões,
Que há muitos anos está as escuras,
Tudo por corruptos que pensam ter as soluções.
País de fácil adaptação,
Difícil é o português ficar,
Tudo faz as malas levando na cabeça a ambição,
De viver e os problemas ultrapassar.
Regras, medias, são a toda a hora,
Palavras falaciosas que impõem,
O futuro de quem pouco tem pouco agora,
Mas, o luxo dos governantes não abdicam, nem dispõem.
País construído na ganância,
Onde todos mandam sem ter poder,
Mas como instituíram a liberdade em qualquer instância,
Qualquer um pode fazê-lo mesmo sem saber.
País de éticas, etiquetas e injustiça,
Onde armas se compram como se compra pão,
Combater a criminalidade? Acredito que não seja preguiça,
Mas os homens da lei terão mais medo que nós, não?
Portugal dos descobrimentos,
Portugal das conquistas,
Neste momento apenas dos encobrimentos,
Das fraudes nos inúmeros calculistas.
É assim que esta o nosso Portugal,
Sem dia de melhorar,
A nau da descoberta prestes a naufragar,
Contudo…a esperança permanece de a bom porto chegar.
sábado, 24 de setembro de 2011
...Só tu…
…Podem existir pontes, muros ou obstáculos…
...mas sempre os nossos caminhos se irão cruzar…
Quando os olhares se prendem,
Quando nem as forças seguram,
Só os olhares entendem,
Mesmo quando os sentimentos se desprendem,
Só tu…
Tu, mais ninguém pode entender,
O que as palavras não declaram,
O que o coração faz transparecer,
O que a boca teima em não calar,
Só tu…
Fazes colorir a pagina branca,
De tons que pensei nunca mais colorir,
Sentimentos e emoções que não estanca,
O que sinto não posso nunca encobrir,
Só contigo…
O meu intimo realizo,
O que não revelo nem em segredo,
Na base do teu sorriso,
Eu vou, sem nenhum medo,
Só tu…
Preenches o outro lado do coração,
Tens os contornos perfeitos,
Digo sem me arrepender, fica na perfeição,
Qualidades e defeitos,
Só tu…
Apenas tu, que me dá luz,
Que me seguras na mão sem eu cair,
Carreguei muito tempo a cruz,
Mas valeu a pena, aprendi.
Só tu…
Vem, não te voltarei a deixar ir,
Tu que permaneces-te onde ninguém pode retirar,
Por muito que possa acontecer ou existir,
Só a ti eu vou Amar…
Apenas a ti…
sábado, 17 de setembro de 2011
…Aplaudem…
A luz acende…
Subo os degraus,
Para mais uma peça representar,
Subo com os momentos bons e maus,
Todos, sem nenhum menosprezar.
Aplaudem…
Numa mão agarro a força,
Noutra a ambição de triunfar,
Sabendo que quando a luz foca,
Terei que ser eu, mesmo tendo o guião que decorar.
Aplaudem…
Este palco de madeira, forte e coesa,
Que parece não haver forma de ceder,
Que nos faz escorregar até perder a defesa,
Que tanto nos faz aprender.
Aplaudem…
Letras de frases feitas,
Terei mesmo que aceitar?
Tudo parece ter as receitas,
Para um mundo melhor idealizar.
Aplaudem…
Mas não, não sou actor,
Não sei sorrir forçado,
Sentir felicidade quando sinto dor,
Mesmo quando me sinto pouco acordado.
Aplaudem…
Mundo de palcos sucessivos,
Guiões recitados sem sentir,
Formas de omitir momentos depressivos,
Tudo para melhor e mais fácil conseguir subir.
Aplaudem…
Tudo passa na minha cabeça,
Diante desta imensa plateia,
Alguns esperam o meu sucesso,
Já outros que simplesmente esqueça e diga asneira.
Aplaudem…
Vénia final, tempo de sair de cena,
Desço lentamente o que voltarei a subir,
Sempre de pé firme face a todo este esquema,
Revoltado por dentro, mas a cortina desbota o cinismo e não me faz desistir.
A luz apaga…
Aplaudem…
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
…Super Herói…
…Nem sempre o poder está na força…nem sempre a força tem poder
…mas a vontade pode ter uma força poderosa…
Posso não conseguir voar,
Posso não alcançar tudo com a minha mão,
Mas a força que possuo não me faz desacreditar,
Mesmo continuando sempre no chão.
Posso não ter poderes sobre naturais,
Posso não vir de um mundo futurista,
Eu vivo de situações reais,
Em que elimino e resolvo os problemas da lista.
Posso ficar deitado a chorar,
Mas o melhor que há em mim, estará,
E irá sobressair quando levantar,
Benesse, essa, que não se dissipará.
Visto a capa protectora,
Luto constantemente com a vida,
Salvo-me e protejo quem amo do mundo lá fora,
Saindo sempre dos estilhaços que todas essas batalhas têm contida.
Nenhum super herói vive sem a calma,
Todos precisam do silencio para respirar,
Eu e muitos dispensam a fama,
Querendo apenas ser mais um a ajudar.
Actualidade de super heróis fantasiadores,
Que também caiem de joelhos desamparados,
Que sangram por dentro e por fora todos os dissabores,
Mas que também sonham mesmo estando acordados.
O descanso do guerreiro,
É quando tudo esta resolvido parcialmente,
Esperando sempre um novo tiroteio,
Pois ele estará sempre de serviço permanente.
Por hoje dispo a capa e limpo as historias,
Descanso, pois é nestas alturas que sou o meu herói,
É quando me descubro em todas as memorias,
E isso sim, faz-me ser personagem principal, com o que ela constrói.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
…Vício aliviante…
Estou completamente viciado,
Onde não quero nem preciso remédio,
Pois é com ele e contigo ao meu lado,
Que vivo, é o meu antídoto diário.
É o doce olhar desconcertante,
É o sorriso que desatentamente me orienta,
Sei que posso confiar cegamente,
Pois este vício é o que me alimenta.
Todos os dias quero sentir,
Preciso do calmante segregado,
Doses que não prescindo nem quero dividir,
Nunca são de mais, pois pode sempre ficar guardado.
Esse antídoto fisgou e conquistou,
Nas acções, conselhos e atitudes,
Nas falas em que calmamente a tua boca soletrou,
Tudo se infiltrou em mim em saudades.
Amar é um vício!
Que se faz sentir,
Formiga desde o inicio,
Que oscila sem que se faça ouvir.
Pode tudo acontecer,
Pode tudo mudar,
Mas esse vicio irá correr,
Em mim…sem eu o poder parar.
Já faz parte do meu ser,
Acordar, e saborear contigo,
Do antídoto que trazes para beber,
Esse vício que quero que esteja sempre comigo…tu!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
…Volta cá estarei…
...É no baloiçar que me embalo…
...contigo…
...comigo…
...com nós….
Sinto a saudade apertar,
Na tua ausência ela desperta,
Dá sinais desde o meu acordar,
Sinto a cada instante o alerta.
Longe, sei que estas,
Mas não há limites nem distância,
Para onde quer que vás,
Existe um lugar que não vive com a tua ausência.
É o lugar que cativas a cada momento,
Prendes e conquistas a cada dia,
É sentimento que sofre um continuo aumento,
Já não me imagino sem ti nem como seria.
A espera e a ansiedade,
Descontrola o membro pulsante,
Bate por ti, é verdade,
Ele sente e faz-se sentir a cada instante.
Dias parecem uma eternidade,
As horas brincam nos minutos,
Falta pouco, eu sei para te abraçar,
Mas até lá estes dias estão longe de serem curtos.
Vem de novo, cá estarei,
A espera é dolorosa e custa, mas vale,
Quando te tiver ao meu lado de novo…sorrirei,
O meu coração ira falar por mim…não haverá ninguém que o cale.
domingo, 31 de julho de 2011
…Meu Bem-Querer…
…no horizonte existe o passado...
…existe também um futuro…
...mas acima de tudo existe um presente…
...para viver contigo…
Muitos caminhos já fiz,
Muitas atitudes já tomei,
Muitas asneiras, outras por um triz,
Mas apenas contigo sosseguei.
Soltaste as algemas do meu alento,
Rebentaste as correntes que me faziam entrelaçar,
O meu coração flutuou com o vento,
Até novamente chegar a ti, pensei nunca mais te voltaria a encontrar.
No meu pensamento passeias,
És a minha perdição,
Sinto-te a cada pulsar, nas veias,
Musa dos meus sonhos da tentação.
És os tons mais coloridos,
És o sorriso que me ilumina noite e dia,
És dos meus segredos mais escondidos,
Sem ti a vida não teria a mesma fantasia.
Agora de bem com a vida,
Tudo porque existes e me fazes existir,
Levantaste o que estava na solidão absorvida,
Retiraste a palavra do meu dicionário…desistir.
Sem ti não seria possível,
Todas estas alegrias e batalhas conquistadas,
Era impensável, impraticável, inatingível,
Deitas por terra das as ideias e situações indesejadas.
És o meu lado emocional,
És a minha companheira o meu bem-querer,
És insubstituível, não há igual,
O que nutro por ti é amor, sincero, és uma parte do meu viver.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
…Continua a brilhar em mim…
Queres atenção, eu dou!
Queres mimo, eu conforto,
O meu coração ao teu se apoderou,
Foste o barco que me levou a bom porto.
Queres liberdade, dou espaço,
Queres companhia, estou aqui,
Eu apenas sou um esboço,
Perto da beleza que há em ti.
Quero te sentir, cola-te a mim,
Quero saborear, sente,
Como é bom te ter nos meus braços assim,
Tens um beijo que me mantém quente.
És a primavera mais bela, olha,
És o verão mais quente, contagiante,
És o Outono no cair da folha,
És o inverno mais aconchegante.
És o olhar mais penetrante,
És a carícia mais harmónica,
És a estrela no meu céu que mais brilha cintilante,
É por ti que a minha alma grita…ate ficar afónica.
És a minha perdição,
Onde encontro o meu outro eu,
És a hora que passa sem travão,
Onde me reencontro com tudo que um dia pensei que se perdeu.
Olha…pst…aqui…
Não voltes a sair,
Custou a erguer-me mas consegui,
Tudo porque existes…e me fazes sorrir.
sábado, 9 de julho de 2011
…Hoje…
…Quando não existe luz nem farol…
...resta-nos seguir pela nossa intuição…
...Para chegar a bom porto…
Hoje, hoje não quero saber,
O que se passa lá fora,
Não quero pensar nem descobrir,
Quero apenas estar só agora.
Hoje…
Estou de poucas falas,
Nada parece fazer sentido,
Parece que a tristeza ficou a desfazer as malas,
Visita curta, espero! Que sinta o seu tempo perdido.
Hoje…
O dia ficou mais curto para a minha visão,
Escureceu antes da hora,
Nem com esta chuva de verão,
Levou o que habita em mim, embora.
Hoje…
Baixo as armas de guerreiro,
Fico apenas em reserva territorial,
A minha perícia esta longe do certeiro,
Qualquer atitude poderia ter um desfecho não intencional.
Hoje…
Quero apenas sentir a paz,
Para me poder entender,
Não quero olhar para trás,
Nem perguntas para responder.
Hoje…
Não usarei o meu lado saudoso, mentiria,
Nem vou querer relembrar,
Quero apenas me despedir deste dia,
Para esquecer e me levantar novo…para a vida desbravar.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
…Olá vida…
…O pior síndrome do ser humano....
...é não aproveitar essa bênção que é...
...viver…
Vida que me fazes poetizar,
Que me fazes descrever,
O que os meus olhos têm dificuldade em caracterizar,
Por isso me expresso no escrever.
Olá vida…
Vida de emoções descontroladas,
De sentimentos que se soltam das algemas da razão,
De almas sujas que são lavadas,
Outras permanecem sem remédio ou cura…vagueado em vão.
Olá vida…
Vida de toque subtil,
Que sopra e rasga as paginas à sua feição,
Que escreve de forma febril,
Tocando sempre no ponto mais fraco, o coração.
Olá vida…
Vida desenfreada e ingénua,
Desgovernada e impaciente,
Que nos liberta prendendo numa sela minha e tua,
Sem que possamos responder simplesmente.
Olá vida…
Vida onde nunca é tarde,
Em que as resoluções tardam, mas não dormem,
Em que as achas mesmo à chuva ardem,
E as cinzas nem o vento escondem.
Olá vida…
Vida que escorre como areia nas mãos,
Impossível tentar controlar,
Sabe sempre a sua direcção,
Podemos apenas o seu desfecho adiar.
Olá vida…
Vida de punhado justiceiro,
Punhado que age a cada momento,
Nem sempre é certo, mas é verdadeiro,
Nada a dizer…olá! vida é contigo que me encontro.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
…Ajuda…
Puerta del Sol (Madrid) 2011...Já esteve mais longe de acontecer em Portugal...
Ajuda…
O bolso roto do cidadão comum,
Onde cada migalha é bom,
Conta os cêntimos um a um,
Sempre com o seu suor do ganha-pão,
Ajuda…
A mãe solteira,
Pois o filho precisa de comer,
Ela bem procura na carteira,
Mas apenas as contas para pagar ela pode ver,
Ajuda…
À idade do descanso,
Onde as reformas começam a escassear,
Onde cada lei tem sempre no entanto,
Talvez nem haja quando eu lá chegar,
Ajuda…
À juventude que se quer formar,
Onde não tem meios para o fazer,
Tantas benesses existem para quem esta governar,
Pena haver tão poucas para quem quer apenas um trabalho ter,
Ajuda…
À família que paga as suas obrigações,
Que junta e o lucro se vai em empréstimos e para o estado,
Esse dinheiro que paga, mas não cobre, quem foge as fiscalizações,
Mas alguém o tinha que pagar por outro lado
Ajuda…
À precariedade existente,
Talvez acabemos mesmo assim,
Neste sentido decadente,
Sem sabermos que estamos no fim,
Ajuda…
Quem vai ouvir?
Sem cobrar?
Guardem as palavras esta na hora de agir,
Ajuda é o que todos os portugueses estão a precisar.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
…O que sou…
...O vento pode levar com leveza as "areias" da nossa vida...mas os "grãos" mais importantes ficam sempre com nós...
O que sou…
Quando me deleito em pensamentos,
Quando o coração toma a posição da razão,
Quando os conselhos precisam de acolhimento,
E eu sem uma única opinião,
O que sou…
Quando a noite entra em mim,
E espaça todo o meu interior,
É um inicio sem ter hora de fim,
Ressacando com todo o seu vigor,
O que sou…
Quando não me conheço,
Quando não sei interpretar,
Quando simplesmente não esqueço,
Nem mudo a minha forma de pensar,
O que sou…
Quando não consigo mudar,
Quando não consigo esconder,
Quando nem eu me consigo ajudar,
Quando não me consigo compreender,
O que sou…
Nesta fita que é viver,
Que personagem ostento?
Como gostaria de saber responder,
E não ficar assim neste momento,
O que sou….
Quando tento e não alcanço,
Quando o pensar é mais alto que a realidade,
Quando não me dou descanso,
Mas no fim nada se proporciona de verdade,
O que sou…
Não sei, infelizmente não sei,
O que sou,
Talvez nada seja o que um dia tentei ser,
Pois agora sou o que em mim ficou…nada.
Tento apenas reviver….
terça-feira, 7 de junho de 2011
…Rasgos de tinta…
…Nem sempre é preciso luz para que a paz pouse sobre nós…
Faço dos meus vocábulos,
A minha poesia,
Não me guio por ninguém nem por abalos,
Mas sim, o que me vai na alma a cada dia.
Sou escrivão de uma vida,
Que com o tempo se altera,
Trago-a toda bem sentida,
Mesmo o que o vento já levara.
Rimo sem saber,
Não tenho qualquer formação,
Apenas me limito a descrever,
O que sente este meu coração.
São rasgos de memoria,
São rasgos de intuição,
Todos relatam a história,
Do amadurecimento, lento, mas que aprendeu a lição.
Uso sempre a pontuação da alma,
Uso a correcção da razão,
Escrevo tudo na minha calma,
Sentado sobre as ordens do coração.
Outrora nunca escrevia,
Hoje, criticado por o fazer,
Se me guia-se pelo outros não vivia,
Por isso, não quero agradar, mas sim desabafar o meu ser.
A poesia é para quem a sente,
Eu sinto o que escrevo,
Se não é poesia? Talvez, mas eu sinto-a quente,
A ferver nas veias por isso me atrevo.
Deixarei a minha marca sempre,
Enquanto queimar esta sensação,
Tudo que me estiver na mente,
Mostrarei, pois guardei muito tempo o que mantive na solidão.
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