quarta-feira, 1 de junho de 2011

…Linhas de pensamento…



Na delicadeza feroz…no bater perspicaz e incansável bater das ondas…assim é o mar…sensação inexplicável que nos faz libertar…

Escrevo linhas de pensamento,
Que do coração vem o aviso,
Traços de contentamento atento,
Na busca do que preciso.

Reluz espelhando o interior,
Embaciado, decerto,
Desprezando o seu valor,
Mas assim, sinto o mais perto.

São as gotas que insistem,
São as “gotas” que escorrem,
São gotas que persistem,
São gotas de sangue e de tinta que morrem.

É o meu fantasiar,
Mas por vezes a realidade,
Sem nunca menosprezar,
Os sentimentos, que isso é muito importante.

Não respiro leituras anteriores,
Transpiro o que vai em mim e por mim,
Por muito que sejam melhores,
Mantenho a minha forma de escrita que aparenta estar no fim.

Palavras quebradas,
Mas nunca deixaram de dizer a verdade,
Sempre, nunca serão alteradas,
Mesmo que por momentos eu possa perder toda a vontade.

Apesar de tudo sinto desaparecer,
Esta inspiração fugaz,
Aos poucos deixa o meu ser,
Ela talvez volte, não irei atrás….

sábado, 28 de maio de 2011

...A pensar…


Sentado,
Abraço os meus pensamentos,
Desamarro os laços atados,
Sobressai os sentimentos,
Pois eles sempre estão bem acordados,
Fecho os olhos,
E repassa a minha curta vida,
Remexendo no bom e no mal,
Que bom ter o conhecimento e tê-la sabida,
Mas aprende-se a cada dia afinal,
Descruzo os braços,
E faço o que não fiz,
Aumenta a força de viver,
Deixo a frase feita…por um triz,
Para acabar o que há para fazer,
Levanto,
Ergo a cabeça e com a visão fitada no futuro,
Problemas tentarei e com certeza irei resolver,
Juntar cada coisa, tudo o que aturo
Para um dia mais tarde ter para ensinar e uma historia para ler,
Nada me voltará,
A deixar cair onde outrora fui prisioneiro,
Duvidas e medos deixei no passado,
Agora serei mais certeiro,
Não vai voltar a fugir o que sempre deveria ficar ao meu lado,
Digo não ao nunca,
Não permitirei nem voltarei a pronunciar,
O que nunca é hoje, amanha é uma possibilidade,
Viver é a nossa missão adquiri esse ajuizar,
Tudo em busca da nossa real verdade.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

…Pseudo fala…



É com ela que me vou expressando,
Que grita sem se ouvir,
Do meu ser vai-se apoderando,
Desbravando o que em mim há para descobrir.

É o murmúrio que ensurdece,
Que se revela na inquietude,
Que se eleva, não esmorece,
Que não é defeito, é virtude.

É a paz de espírito desafogaste,
São as palavras que ficam por dizer,
Mas devido ao seu relevo importante,
Deixam a marca…em todo o meu escrever.

Vozes e falas voam sem destino nem direcção,
Enquanto escrito, fica gravado,
Numa folha, na areia, na terra ou até no coração,
Ficará para sempre guardado.

Não interessa a beleza,
Mas sim o significado,
Muita ou pouca destreza,
Bom sim, é ter desabafado.

Mas esta pseudo-fala que ninguém entende,
Que se apresenta de enigmas e sinais
Na imaginação existe o que se pretende,
E no coração se separa verdades de coisas banais.

É o encontro das interrogações,
É a cura sensível da dor,
É Explodir as nossas opiniões,
Sem ter medo do que existe ao nosso redor.

Obrigado nova forma de falar,
Eu me apeguei a ti assim,
Ajudaste e ajudas-me a melhorar,
Agora escrevo o que outrora guardava em mim.

sábado, 14 de maio de 2011

…Porquê amor?…



Entre um suspiro e um olhar,
Entre um abraço e um beijo,
Guardo em mim, eterno sonhador,
Todo o meu desejo.

Talvez seja antiquado,
Não me identifico no modelo actual,
Nesta “peça” estou mal enquadrado,
Não sei se estou no início ou no final.

Mas porquê que não me sinto indiferente?
Porquê que não desvio o olhar para não ver?
Parece que o meu coração tem a necessidade…ele sente,
Ele “manda”, até mesmo no meu querer.

A minha protecção baixa,
A minha atenção toma o lugar,
Lutando para encontrar a peça que encaixa,
Mas és tu a peça que falta para completar.

No canto em que ficas a pensar,
Em que segredas os medos e as tristezas,
É nesse mesmo canto que preciso estar,
Para fortalecer essas fraquezas.

Quando pronuncio o meu sentimento,
Não é em vão,
É sentido a todo momento,
Mesmo quando estou longe do teu coração.

É nas linhas que teimo em desabafar,
O que o coração deixa fluir,
Amor, essa palavra difícil de decifrar,
Que me deixa sempre sem saber como reagir.

sábado, 7 de maio de 2011

…Historia de um “adolescente”…


 Foi um sonho de adolescente,
Que se prolongou ate à actualidade,
Foi “seta” fulminante,
Directo ao sentimento de verdade.

Ela não era igual, eu sentia,
Distinguia-se pela personalidade, eu gostei,
Ao vê-la ao longe o meu coração, já batia,
Os meus olhos ao coração “diziam”, finalmente encontrei.

Com ela trouxe o antídoto especial,
Que se infiltrou até viciar,
Era fora do normal,
No qual eu me deixei “guiar” sem medo de errar.

É a melodia na minha pauta,
É a canção que não canso de ouvir,
Deixo o meu coração à solta,
Com ela, tenho confiança para o que há-de vir.

É a excepção à regra,
É a única que me faz “levitar”,
Nos seus olhos sou “prisioneiro”,
Onde não me quero libertar.

É no pensamento que a “guardo”,
É no coração que a “aconchego”,
Mas é com ela a meu lado,
Que são os melhores momentos, não nego.

Sempre foi o meu sonho a realizar,
Que pensei nunca voltar a acontecer
É difícil não gostar,
Quando nos vemos nos olhos…e eles começam a “ceder”.

É por isso que a felicidade não se mede,
Não se quantifica,
Quando estamos rodeamos de quem gostamos tudo de bom acontece,
E tudo “cor-de-rosa” fica.

…“Mesmo longe sempre senti que eras parte de mim”…

segunda-feira, 2 de maio de 2011

…Não tenho jeito…mas tento…


 …Não desbravo o mar…
                                     ….Não plano pelo céu…
                                                                          …Mas na terra vou-te amar…
                                                                                                …deixando o meu coração junto ao teu...

 Não tenho jeito para cartas,
Que poderiam enganar o sentimento,
Com bonitas palavras fartas,
Que perderia todo o encanto.

Não tenho jeito para serenatas ao luar,
Pois não tenho engenho nem voz,
Mas possuo a minha verdade para deixar,
Apenas eu e tu…a sós.

Não tenho jeito para prendas,
Não nasceu comigo esse dom,
Mas todos temos as nossas “emendas”,
Nem tudo é sempre bom.

Não tenho jeito para surpresas,
Não tenho muita criatividade,
Mas fazer tudo por ti, assumo as “despesas”,
Pois és e sempre serás a minha felicidade.

Não tenho jeito para Dom Ruan,
Não passa no “filtro” da minha personalidade,
Mas contigo sou eu próprio,
Uso e abuso da minha única verdade.

Não tenho jeito para despedidas,
Sou um ser saudoso,
Guardo comigo todas as nossas experiências vividas,
Por isso quero-te perto de mim…até ser idoso.

Não tenho jeito mas tento,
Curtas e sinceras letras,
Que guardarás em palavras levadas pelo vento,
Mas que voltaram sempre a ti, nem que eu “corra” atrás.

sábado, 30 de abril de 2011

…Encontrei…



Se sentir é ser maior,
Se viver é ser ímpar,
Então sinto-me “superior”,
Pois sinto e vivo...a rimar.

Se gostar é Partilhar,
Se sorrir é felicidade,
Então sou um sortudo “sonhador”,
Porque em mim circula essa “paisagem”.

Se o silencio “fala”,
Se o vento “traz” boas memorias,
Então o meu ente não se “cala”,
E “grita” de vitória…todas as suas histórias.

Se vencer é o passo para a glória,
Se o ontem não volta e o hoje é para viver,
Então “assumo” a “rédea”,
Mesmo não tendo a certeza de tudo, nem do saber.

Se o coração bate,
Se o sangue flui numa só direcção,
Eu possuo em mim a sorte,
De nunca ter desistido do meu coração.

Se amar é indescritível,
Se a noite “cobre” o dia,
Ambos são imprescindíveis,
Sem eles o nosso mundo perderia o encanto, como seria?

Se olho ao redor,
Se estou feliz com os outros assim,
Encontrei o significado de valor,
Encontrei sobretudo a felicidade em mim.

domingo, 24 de abril de 2011

…Desce comigo…




 Desce comigo,
Ao que tenho de mais precioso,
Vem comigo,
Pode parecer complexo, mas não tem nada de misterioso.

Senta-te nesse canto,
Foi sempre o teu,
Nunca encontrou tanto encanto,
Por muitas pessoas que conheceu.

Guardou e guardará,
Uma pessoa que nunca esqueceu,
Ele “tentou” mas nunca encontrará,
Essa simplicidade que um dia o acolheu.

Anda continua a caminhar,
Neste coração pequeno, mas sincero,
Aqui podes tudo encontrar,
Tudo que vivemos, vai que eu espero.

Deste lado existe os sorrisos,
Deste a outrora felicidade,
Tudo com os pormenores precisos,
Ah, e aqui mesmo…a saudade.

Quando “partiste”,
Vês aquelas “janelas”?
Foi por ai que saíste,
O meu coração tentou fecha-las, impotente, ficou a vê-las.

Desde ai este pequeno espaço,
Viveu ilusões infundadas,
Que se foi deteriorando cada pedaço,
Ainda ferido, das imensas “facadas”.

Não imaginas como é bom ver-te aqui,
Pensei que nunca mais voltasses,
“Pega” no livro que nunca te escrevi,
Guardei-o com carinho com medo que as paginas voassem.

Vez a mesinha de cabeceira?
Esta na mesma desde a ultima vez que te vi,
A fotografia, lembraste? Esteve sempre a minha beira,
Tantas vezes penso…como foi que te perdi.

As fotos trazem a lembrança,
Da beleza que me encantava,
Contigo eu sentia a esperança,
A felicidade contigo permanecia, não tardava.

És a parte do meu ser,
És o puzzle que encaixa,
Por muito que eu queira negar, dá para ver,
É difícil manter a cabeça erguida, quando falta algo…ela baixa.

Mas prefiro um sorriso teu,
Nem que para isso me afaste,
Tu foste a única que cativas-te tudo que é meu,
A tua “marca” em mim “cravas-te”.

Sincero, não poderia ser mais,
Num pequeno mas sentido poema,
Como sabes não sou dos tais,
Faço da verdade…o meu lema.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

…Ai mundo…



 ...Num mundo tão complicado...resta-nos saborear o simples que a vida nos proporciona...

Abro o jornal diário,
Percorro em “visita” ligeira,
Notícias de um mundo ao contrário,
Onde ninguém obtém soluções nem uma simples ideia.
Ai mundo…
Que “cai” em decadência,
Numa descida vertiginosa,
Não me lembro na minha curta existência,
Tanta pobreza e tanta corrupção escrupulosa.
Ai mundo…
Que o ar está-se a tornar insustentável,
Até quando teremos meios para viver?
Sei que ainda temos algo viável,
Mas até quando iremos sobreviver?
Ai mundo…
Onde homens que roubam e matam,
Que “serpenteiam” na (pouca) justiça,
Que aos fracos e menos qualificados “maltratam”,
Até quando esta “areia movediça”?
Ai mundo…
Onde para tudo a “nota gira”,
“Ela” que se encontra em “vias de extinção”,
Que provoca as doenças e a ira,
Que não a amealhamos mesmo com muita ambição.
Ai mundo…
Que nos “rouba” a todo momento,
Que quando oferece cria estranheza,
O braço do “Zé-povinho” já esta dormente,
Já não tem a força e perdeu a firmeza.
Ai mundo…
Onde o trabalho devia ser o ganha-pão,
Onde todos se continuam formando,
Extravagancias? Isso esta fora de questão,
Continuo a questionar até quando?
Ai mundo…
Onde quem trabalha “com suor”,
“Enche” os bolsos dos que andam “arquitectando”,
Talvez ainda vamos “encher” mais, esperamos pelo pior,
Mas….ATÉ QUANDO?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

…Coração em paz…


…A simplicidade e a paz podem traduzir reflexos que nunca imaginaríamos que existiam…

 Por muito que “procurasse”,
Mesmo por “caminhos” incertos,
Talvez até encontrasse,
Mas não seriam os passos correctos.

Sinto a minha “alma gémea” perto,
Junto de mim,
Sim, eu sei, tenho a certeza, estou certo,
Só ela cria a felicidade, que não quero que tenha  fim.

O seu perfume invade-me as “veias Suspirantes”,
Preenche e “corre” sem pudor,
O sentimento que guardei em mim, continua como antes,
É algo que não desaparece nem se apaga, é Amor.

O sorriso, eu “gravo”,
O olhar, me “prende”,
Com ela, o meu coração está a “salvo”,
Com ela, tudo simples ganha relevo, surpreende.

“Leio” o olhar como de letras se tratasse,
Seguro as suas mãos “respirando” o seu calor,
A pulsação oscila, como se não alterasse,
Tudo porque a minha concentração a “fixa”, desviando tudo ao seu redor.

No seu corpo o meu sentimento “acalma”,
“Repousa” na inquietude de dois corações,
Na combinação de uma única alma,
Sem ligar a opiniões.

Se dúvidas houvesse,
Eu dissiparia.
Permaneceu em mim como se ao meu lado sempre estivesse,
Quero-a sempre ao meu lado, partilhando comigo dia após dia.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

…Sentimento Imaculado…

…Segue os ideais sem nunca perder a certeza que o coração os segue também…

 “Arrumo” a minha cabeça,
“Organizo” o meu coração,
Não preciso de lembrança,
Para dizer a verdade em qualquer situação.

Coloco ao “descoberto”,
Todos os meus medos e fraquezas,
Mesmo não tendo nada como certo,
O meu coração só me noticia certezas.

“Silencio” muitas vezes a razão,
Pois o “membro cardíaco” impõem a sua “lei”,
“Ele” não precisa de permissão,
Por isso sinto tão intensamente todos os passos que dei e darei.

“Escorre-me” a verdade de sentimento,
Imaculado, sem medo de errar,
“Ele” amadureceu com o tempo,
Sem nunca perder o seu acreditar.

Sinto o “aperto” preocupado,
Quando atormentado “ele” se sente,
Ando simplesmente desnorteado,
Em sentimentos, Confesso…não sou valente.

“Salpica” a saudade mesmo junto,
Mesmo perto, mesmo agarrado,
Muitas vezes me pergunto,
Porque este sentimento que permanece em mim pernoitado.

Sou feliz com este sentimento que não domino,
Ele faz-me reviver e me levantar a cada dia,
Não me queixo, nem reprimo,
Pois sem ele…nada seria.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

…Soletro “V-I-V-E-R”…


...Podes parar a "bicicleta" por tempo indeterminado, mas nunca deixes de "pedalar" infinitamente...

“Escrevo” em mim as vivências,
Soletro as vitórias,
Ergo-me das derrotas e supero as conveniências,
Não me deixo cair em todas as histórias.

“Absorvo” a vida calmamente,
No olhar guardo o que me cativa e me repele,
Escolho os caminhos pacientemente,
Pois no futuro não quero “represálias” sentidas na “pele”.

“Recolho” nos sentidos as acções,
Os “calafrios” dos sustos de viver,
“Esmiúço” as opiniões,
Para neste mundo não cair e sobreviver.

“Decoro” os ensinamentos desvalorizados,
Assentando os meus princípios e valores,
Permanecem alguns que ainda não formam utilizados,
Talvez usufrua deles em situações piores.

“Seguro” o que deixo à “solta”,
Com medo de perder,
Sei que assim terá a “volta”,
Se de mim quiser “ser”.

“Deixo” os meus anseios vir à tona,
“Reavivo” as minhas virtudes,
“Descubro” o que estava encoberto na “lona”,
Vivo contra tudo e quais queres vicissitudes.

“Reinvento-me” sem medo de mudar,
“Permito” novos ideais,
Viver é aceitar e acima de tudo acreditar,
É concretizar inícios onde já se deslumbrava finais.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

…Pronunciado poeta…



Poeta é o que se inspira,
Onde ninguém vê a inspiração,
Poeta é o que suspira,
Utilizando os dedos das mãos.

Poeta é o que pensa com o olhar,
Pensa com o coração e a razão,
Nada passa, sem ele deslumbrar,
Ou sem colocar a sua interrogação.

Poeta é o atento ao pormenor,
Que usa a perspicácia,
Que enaltece o que parece de relevo menor,
Sempre com as palavras certas e com eficácia.

Poeta é o que se “deita” na realidade,
Que “vive” na imaginação,
Que escreve fantasiando e muitas vezes a verdade,
Sempre demonstrando se gosta ou não.

Poeta é o que vive em mundo equidistante,
Que busca nas palavras o que a voz não sabe pronunciar,
Que risca, que apaga, na busca da perfeição constante,
Sem nunca um dia, ai chegar.

Poeta é o aluado,
Que se dissimula nas suas poesias,
Que “grita” os seus anseios em tom aliviado,
Renovando-se de dia para dia.

Poeta é o que deposita na esperança,
É o que “liberta” o que não esqueceu,
Que se ergue e enaltece com perseverança,
Tudo que nunca serei um dia…eu.