
Por vezes sinto-me no deserto,
Onde não vejo o horizonte,
Parece que o que queremos que dê certo,
Custa tanto, por mais que tente.
Por vezes fazemos equilíbrio,
Numa corda que quase rompe,
Eu sinto-me tonto, mas sóbrio,
Não preciso que ninguém me empurre nem aponte.
Tenho medo da queda a pique,
Mas não tenho medo das feridas,
Dores físicas supero bem o despique,
Mas no interior, não, são sentidas.
Na vida as feridas fecham,
O sangue pára de escorrer,
Mas as do coração o que acham?
Eu sei que não querem responder.
Caminhar para o estreitamento,
Para onde não há fim,
Sem o meu consentimento,
Já não sei o que é melhor para mim.
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