segunda-feira, 25 de outubro de 2010

…Corres em mim…



Senti uma brisa quase imperceptível,
Mas desatento não vi quem passou,
Não é por ser insensível,
Ainda estiquei o braço, mas a minha mão não agarrou.

Corrias, parecias perdida,
A tua face estava assustada,
Procuravas um lugar para estares escondia?
Ou apenas fugias de uma alhada?

Quando os teus olhos me tocaram,
Tu paras-te e sorriste,
Por momentos eles se abraçaram,
Mas depois continuas-te a correr, partiste.

Eu corri sem que as forças me prendessem,
Mas não te avistava,
Tomaras outra estrada, que os meus sentidos não entendessem?
O que é certo é que corri e tu já lá não estavas.

Fiquei com o teu sorriso em mim,
Fiquei com todo o carinho que deixas-te,
Vida, não me deixes novamente assim,
Outra vez, tu apressaste-te.

Mais uma vez não te consegui dizer,
O que sinto por ti, na cara,
A..r, parece simples, responder,
Mas quando disse foi sentido, no momento certo e na oportunidade rara.

Vida, volta a correr na minha direcção,
Que a minha mão não te deixará fugir novamente,
Deixa de vez a leve brisa no meu coração,
Que eu te guardarei interiormente.

14 comentários:

  1. Apenas tenho uma palavra para dizer o que acho deste poema: MARAVILHOSO *

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  2. intenso. essa é a palavra certa!

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  3. Texto belíssimo!

    Ás vezes parece que as pessoas q amamos estão numa frequencia diferente da nossa...
    o jeito é aguardar pra vê se ao girar o mundo coloca as coisas no seu devido lugar...
    Espero q o lugar certo seja perto do ser amamdo...
    Mas e se não for pra ser?

    Beijos

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  4. ''Deixa de vez a leve brisa no meu coração,
    Que eu te guardei interiormente.''
    Si não aquela, a melhor frase que li essa semana!


    Lindas palavras...
    Beijo!

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  5. Ah! menino... sempre tão bonito!

    bjO

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