sábado, 18 de setembro de 2010
…Novamente vida?...
Novamente não te dei ouvidos,
Novamente me guiei por mim,
Por momentos perdi os sentidos,
Desvanecendo aos poucos assim.
Novamente não fui por o melhor caminho,
Mas tu não me paras-te,
Agora, estou aqui sozinho,
E tu nem uma simples palavra, nem hesitas-te.
Sim, estou aqui,
Onde passas-te e não me viste,
Sei que já passas-te à muito tempo, eu vi,
Eu chamei, mas finges, ou simplesmente não ouviste.
Ignoras-te como tens vindo a fazer,
Não olhas para quem apenas quer a felicidade,
Sei que não negas, sei o que estou a dizer,
Tudo que digo é sentido e é tudo verdade.
Ate quando me irás renegar?
Ate quando essa arrogância?
Eu continuo a “gatinhar”,
Quero a minha vida, não é ganância.
Vai vida, tu que pensas ter sempre razão,
Vai e volta a não olhar para quem te pede,
Vai que tu sabes o que me vai no coração,
Mas tua razão é aparentemente irreversível, não cede.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
…Versos mudos…
Versos mudos que me expresso,
Versos que para mim têm valor,
Para gostarem? Não peço,
Só quero expulsar o que sinto ao meu redor.
Versos que não “falam”,
Versos que não “ouvem”,
Mas que também não se “calam”,
Nem se deixam ir pelo que convêm.
Versos que espero que marquem,
Versos que são lidos no interior,
Versos que do coração caiem,
Versos que são sentidos e pensados sem pudor.
Versos de “gritos” de revolta,
Versos de pensamentos e vivencias,
Versos de momentos à solta,
Versos para todas as circunstancias.
Apenas poucas palavras, frases,
Numa imensidão de sentimentos,
Descrição de fases,
E de muitos acontecimentos.
Versos que tentarei sempre idealizar,
Versos que me libertarão,
Ate que um dia que não poderei concretizar,
E escrever o que me vai no coração.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
…Onde?...
Onde andas quando preciso?
Onde estas quando te chamo?
Onde estas tu para me proporcionares o riso?
Onde está onde me acalmo?
Onde te escondes?
Onde? Não te vejo?
Tu que me entendes,
Nem posso pedir um desejo.
Estas perto?
Estas distante?
Dá-me um sinal, não estou certo,
O meu olhar não finge um instante.
Sinto que existes,
Mas porquê não apareces?
Se calhar nunca te vi, mas persistes,
Eu não esqueço, tu esqueces?
Andas perdida?
Ou serei eu?
Tenho a alma rendida,
Perco aos poucos tudo que é meu.
Vem onde quer que estejas,
Estarei no meu mundo,
Vem quem quer que sejas,
Prometo que contigo não irei ao fundo.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
…"Veneno"…
Estou limpo do veneno,
O sangue já circula conscientemente,
Digo “adeus” e aceno,
Estives-te demasiado tempo, vai finalmente.
O meu coração parecia gostar,
Ele “sugou” até não poder mais,
Mas o veneno começou a azedar,
Mas saiu, e agora apenas ficam os restos mortais.
Preciso do sangue arterial a fluir,
Ele que esteve muitas vezes obstruído,
Quero-o a circular, quero sentir,
Quero “ouvir” a revolta com todo o ruído.
Quero o oxigénio de novo a entrar,
Quero limpar qualquer resto,
Não quero que “ele” me volte a enganar,
Para “ele”, quero que sinta que não presto.
Foi doseado em quantidade incontrolável,
Mas o remédio existiu,
Ainda bem que o meu coração ficou “saudável”,
Ele expulsou, e acima de tudo resistiu.
Estou inunde a essa maleita,
Sinto-me com mais força, refeito,
O meu ser não aceita,
Mais desse “pote”, tenho esse direito.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
...Passado...
Ele que está tão presente,
Ele que nos faz pensar antes de agir,
Ele que não nos deixa pensar a quente,
Ele que nos ajudará sempre a progredir.
Passado, tanta coisa aconteceu,
Mudar? Mudava sim,
Mas outras ninguém esquece, nem eu,
Mas ganhamos experiência no fim.
Temos sempre muita coisa para arrumar,
Coisas que ficaram do avesso ou espalhadas,
Nunca deixes pendentes passar,
Pois no futuro voltarão a ser encontradas.
Nunca deixes a “portão” encostado,
Fecha ou deixa aberto,
Não fiques na incerteza “deitado”,
Pois assim viverás sempre no aperto.
Teremos sempre um olho no passado,
Outro no futuro ideal,
Mas temos que ter os dois no presente com muito cuidado,
Para que não possamos cair no surreal.
Aprendemos com o passado,
Vivemos o presente,
Idealizamos o futuro desejado,
Todos queremos ser felizes, pensamos isso constantemente.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
…Eu simplesmente…
Nesta vida já perdi bastante,
Já dei muita “cabeçada”,
Já hesitei, perdoei, ajudei, num instante,
Mas também já ignorei, quem me usou como “fachada”.
Já cometi erros como todos,
Já me arrependi do que não fiz,
Houve alturas que não agi nos melhores modos,
Mas se o fiz, se calhar não tive escolha e não quis.
Orgulho é da boca para fora,
Pois já perdi algum que nunca pensei perder,
Arrepender? Não, fiz o que achei melhor naquela hora,
Se me dei mal, serviu para aprender.
Aprendo a viver a cada dia,
“Moldando-me” a um mundo que não me identifico,
Também se todos fossemos iguais como seria?
Por isso prefiro ser eu, eu sacrifico.
Sinceramente não quero mudar,
Pois sou fiel aos meus princípios, felizmente,
Não me perdoaria “actuar”,
Para agradar, convencer, isso não me faria ficar contente.
Um dia irei ser reconhecido como sou,
Assim o espero,
Mas se não acontecer, azar, mas também não vou,
Pedir, ajoelhar, suplicar, isso não quero.
domingo, 12 de setembro de 2010
…Olhos…
Escrevo o que os olhos teimam em ver,
Mas que o coração sente,
Não os posso fechar, tem que ser,
Eles funcionam sempre atentamente.
Por muita areia na cara,
Por muito que eles tentem esconder,
O coração não pára,
De dar sinais a eles, para escolher.
Os olhos são a janela da alma,
São o que o coração não esconde,
Transmitem a dor, indiferença e por vezes a calma,
Não perguntem, “eles” sabem onde.
Afinal ele tinha que ver,
Para nos fazer reagir,
Muitas vezes sem querer,
Mas nós fazemos, não podemos apenas assistir.
Olhos que choram,
Limpam o que a agua não pode limpar,
Olhos de felicidade que até coram,
Limpam o interior, fazem acreditar.
Simplesmente espero,
Que não me “traíam” no seu ver,
Que me ilumine nos caminhos que quero,
E que me dê motivos para viver.
sábado, 11 de setembro de 2010
Procuro A...r
O que procuro?
Apenas algo que me altere,
Seja na claridade ou no escuro,
Que me faça bem e não me fere.
Que me faça caminhar,
Que me faça sorrir,
Que me faça encontrar,
Que me faça descobrir.
Descobrir, a felicidade,
Descobrir, que gostar faz sentido,
Aproveitar cada oportunidade,
Mas nunca perdendo o lado divertido.
Procuro o humor,
Procuro a companhia,
Procuro quem eu possa retribuir a…r
Fazer com que goste e lhe dê alegria.
Não voltarei a pronunciar a…r,
Pois não quero banalizar,
Acho o sentimento com muito valor,
Não o quero desgastar.
Procuro a confiança,
Mesmo que de olhos vendados esteja,
Sei que é difícil mas mantenho a esperança,
Pode ser que um dia ela me veja.
Procuro o silêncio de um olhar,
Procuro o sussurro arrepiante,
Procuro e espero mesmo encontrar,
Espero que ela não esteja muito distante.
Procuro mesmo sem procurar,
Procuro no exterior o que quero cá dentro,
Se a encontrar, espero não perder o ar,
Pois adversidades, eu enfrento.
Procuro de braços abertos,
Terá o acolhimento merecido,
O meu coração depois de tantos apertos,
Vai “acarinha-la” mesmo sem ela ter pedido.
Não a quero para curar,
Não o faria, nem penso fazer,
Quero mesmo para A…r
Desculpem, pronunciei de novo, não queria dizer.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
…Aos limites…
Quero conseguir,
Quero conquistar,
Quero atingir,
Quero a meta passar.
Aos limites quero chegar,
Quero se possível ultrapassa-los,
Quero ver, usufruir e ganhar,
Os problemas, quero elimina-los.
Quero ir mais além,
Quero chegar até onde tenho capacidades,
Quero apenas o meu bem,
Pois ninguém irá conseguir por mim, já não caio em infantilidades.
Como sempre o fiz,
Vou continuar a lutar,
Não quero voltar a passar o que nunca quis,
Mas mais ponderado, estou a ajuizar.
No fundo tudo me faz crescer,
Tudo me torna mais capaz,
Eu levantarei e voltarei a aparecer,
Mas sempre como sou, na paz.
Quem me conhece sabe como sou,
Posso ir a baixo, mas levanto,
O que for preciso eu faço, eu vou,
Mas quem me “pisa”, não tolero, meto-os de canto.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
…Mapa?…
Sem rumo é como me encontro,
Sem destino nem direcção,
É um emaranhado de sentimentos cá dentro,
Que não sei o significado nem tenho a mínima noção.
Desejava o mapa de saída,
De saída deste isolamento,
Parece que estou sempre no ponto de partida,
Ando, ando, e não saio do sítio nem um só momento.
Mapa difícil de compreender,
Muitos enigmas e caminhos incertos,
Mas aos poucos estou a aprender,
Muitas vezes a ir por caminhos incorrectos.
Mapa que se vai apagando,
Deteriorando-se a cada passagem,
Contudo, vou arriscando,
Por vezes o que parece real é apenas uma miragem.
Mapa que muitas vezes temos que decorar,
Muitas vezes temos que refazer,
Mas ele irá sempre se apagar,
Por muito que não seja o nosso querer.
Mapa que futuro não prevê,
Mapa que não escolhe caminhos,
As vezes dá soluções que ninguém as vê,
Mas temos que o compreender sozinhos.
Quero um mapa renovado,
Quero um mapa com novos horizontes,
E não continuar travado,
Por estas barreiras, vales e montes.
Aguardo, como sempre o fiz,
Mas que seja rápido, já estou cheio,
Estou farto, não é como se diz?
Quando sentimos que não vivemos nem meio.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
…Gravidade…
A gravidade altera-se, custa,
As forças desvanecem,
Quero entregar a “pasta”,
Enquanto as energias não aparecem.
Ela que nos empurra,
Ela que nos controla,
Que por vezes nos esmurra,
E nem nos dá “bola”.
Que nos faz levantar,
Que nos faz cair,
Que nos deixa a desacreditar,
Que nos obriga a entrar querendo sair.
Que nos permite o equilíbrio,
Que nos permite o movimento,
Mas porque tanto desequilíbrio?
Nem pensamos no momento.
Se ao menos nos parasse,
Quando asneiras fazemos,
Ou pelo menos nos acordasse,
Pois nem nos o sabemos.
Gravidade não peço para levitar,
Não peço para voar,
Peço sim, voltar a caminhar,
E digo que não me custa para atingir, suar.
Não peço para ser mais que ninguém,
Não peço para ser super herói, não,
Quero voltar a acreditar pois a todos desejo o bem,
Mas “levanta-me”, tens aqui a minha mão.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
...Frio...
O frio começa a aproximar-se,
Mas eu já o sinto em mim,
Ele contamina-se,
Arrepio quente que me faz gelar assim.
Bola de neve rodopia,
Na minha direcção,
O seu movimento já se ouvia,
Mas não queria para mim esta sensação.
Frio desgastante,
Frio que corta,
Frio que nos deixa ofegante,
Frio que nos bloqueia qualquer “porta”.
Frio que nos imobiliza,
Frio que nos corrói,
Frio que destabiliza,
Frio que não mata mas moei.
Não preciso de cobertor,
Não preciso de nada quente,
Preciso apenas que me aqueçam o interior,
Pois isso sim, é o meu aliciante.
Quero derreter o gelo,
Quero dissipar a dor,
Quero, quero, é mais que um apelo,
Vai gelo e leva tudo que esta ao teu redor.
Que precipite a chuva para lavar,
Que raie o sol para derreter,
As lágrimas quero secar,
E olhar em frente sem temer.
Sai manto branco “desfigurado”,
Já sei de cor as tuas cores,
Sai, não fiques aqui agarrado,
Escusas de avisar quando fores.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Selos VI
«Mama always said life was like a box of chocolates. You never know what you're gonna get.» (Forrest Gump , in Forrest Gump)
Selinho oferecido pela sofs @ , à qual desde já agradeço . (:
responder às seguintes questões:
1. qual é o teu chá preferido?
Sinceramente não aprecio chá.
2. quantas colheres de açucar costumas colocar?
As bastantes para ficar doce, confesso sou guloso :p
3. Passo o selo a todos os leitores seguidores.
Recebi do blog http://theirfeelings.blogspot.com/ Feeling what the other feels
Regrinhas.....
1) Postá-lo em seu blog.
2) Passar o selinho para as blogueiras e blogueiros que comentaram seu último post.
3) Avisar a todos que receberam o selinho, comentando nos seus blogs.
Selo oferecido pela Cris, Muito obrigado :)
REGRAS:
1. Comentar o blog da criadora. Já o fiz
2. Dizer quem te passou este selinho. A criadora do selo ;)
3. Pelo que é que nunca te vais cansar de correr na tua vida? Nunca me vou casar de viver, corra o que for preciso, ganharei sempre força para ir mais além.
4. Passa o selo a um blog ou mais. Passo a todos os leitores e seguidores.
…Evaporar…
Quero esquecer tudo que já passou,
Quero voltar a erguer-me de cabeça sempre levantada,
E continuar a ser aquilo que sempre sou.
Quero eliminar as “balas” existentes,
Quero eliminar as “setas” fulminantes,
Apesar de terem tido efeitos potentes,
Não irei a baixo como antes.
Quero limpar o “veneno” de outrora,
Quero retira-lo da minha circulação,
Já teve bastante tempo, esta na hora,
Já evadiu demasiado o meu coração.
Quero desaparecer pensamentos,
Quero que evaporem da memoria,
Quero alimentar os bons sentimentos,
Quero ser eu a escrever a nova historia.
Não quero mais ilusões,
Não quero mais fantasias,
As vezes é bom ter discussões,
Pois trazem a tona verdades e retiram algumas manias.
Sonhar todos podemos,
Concretizar apenas alguns têm a oportunidade,
Aceitar quando perdemos,
Mas valorizar cada vitória com humildade.
Sei que tudo que escrevo é difícil de acontecer,
Pois não são sentimentos nem situações controláveis,
Mas lutar, sempre, faz parte do meu ser,
Mesmo que para mim não seja o mais favorável.
domingo, 5 de setembro de 2010
…O que é?...
Sinto um nó na garganta,
Sinto aperto no peito,
É uma impressão que alimenta,
Que mal é que eu tenho feito?
Tenho dificuldade em perceber,
Conceitos que aparentam facilidade,
Mas acho que ninguém vai conseguir resolver,
Estes enigmas, com toda a sinceridade.
Afinal o que significa gostar?
Alguém estará realmente preparado para responder?
Calma, apenas uma pessoa escusam-se de exaltar!
Uma só que um dia não se possa arrepender.
Afinal o que é Amar?
Essa palavra tantas vezes proferida,
Muitos a usam banalmente, não estou a acusar!
Mas será que realmente foi sentida?
Afinal o que é cuidar?
O que muitas declaram fazer,
Calma, eu sei que dá que pensar!
Acusem-me, se alguma mentira estiver a dizer.
Afinal o que pode “dizer” um olhar?
No momento tudo,
Mas e depois? No desenrolar?
Muitos ignoram, eu não, ajo e fico mudo.
Fico mudo pois os olhares são os mais verdadeiros,
Eles podem “dizer” o que palavras não dizem,
Podem haver muitos momentos, mas aqueles são derradeiros,
Se mentir já sabem…acusem.
Afinal não sabemos as definições,
Mas todos já gostamos e já amamos,
No fundo são contradições,
Mas afinal o que sentimos?
Quem sente não somos nós, simplesmente,
Quem sente é o coração,
Nós apenas somos os que transporta o gostar, o amar na mente,
Mas ele sim, sente com toda a emoção.
Talvez um dia possa responder,
Até ao momento não encontrei quem me retire as dúvidas em acções.
Não quero palavras, nem o que possam dizer,
Quero sim, algo que eu possa sentir, ver, sem indecisões.
sábado, 4 de setembro de 2010
…Reabilitação…
Sinto-me numa cama de hospital,
Onde espero que me venham cuidar,
Parece que sinto um vírus mortal,
Que se cravou em mim e não há meio de me deixar.
Deitado, limpam as lágrimas que ainda restam,
Sinto-me desidratado,
Elas dão o sinal, alertam,
Para o que sucede no interior, é um acto continuado.
Limpam as feridas e dói,
Grito de revolta compulsiva,
Algo em mim que corrói,
E me deixa o coração e a alma pensativa.
Alguém que se aproxima do meu ser,
Ao longe avisto, mesmo que turvamente,
Alguém que me parece conhecer,
Parece que assenta como uma luva, é diferente.
Pergunta-me “o que fazes aqui?”,
Eu respondo, pagando as consequências de viver,
“Que ferida que esta ai?”,
Foi uma que me fizeram sem eu poder ver.
“Mas o que aconteceu?”,
Vivi sem pensar no amanhã,
“Como isso sucedeu?”,
Apenas sempre fui “eu” e nunca fiz manha.
“Levanta-te, vem”,
“Estás frio como é possível?”,
O meu calor está cá dentro, “ele” é que o tem,
Ele não pode sair, tem protecções intransponíveis.
Obrigado segue o teu rumo,
Eu me levantarei,
Ainda não encontrei a resolução, nem como,
Mas mesmo “ferido”, sempre tive força, eu resistirei.
Leva apenas o que tenho de mais valor,
Leva, tenta reparar, faze-lo viver,
Tem algumas mossas e cortes de dor,
Trá-lo apenas quando o sentires vivo a valer.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
…Vai…mas volta…
Um vazio de emoções está instalado,
Uma procura incessante da minha paz interior,
O meu corpo, o meu coração, a minha alma tudo esta abalado,
Quero reaver tudo seja como for.
Os meus pensamentos,
Estão todos canalizados,
Os meus sentimentos,
Estão todos alterados.
Nos corredores da alma as marcas permanecem,
Marcas que custam a sarar,
Desapareçam, vá lá aprecem,
Já estou farto de vos aturar.
Não sei onde seguir,
Não sei o que pensar ou fazer,
Queria apenas um sinal, estou a pedir,
Para saber ultrapassar o que esta a acontecer.
A inspiração ausenta-se, sem hora para voltar,
A cabeça desfalece, perdendo a consciência,
Não me consigo expressar nem cuidar,
Estou a perder a essência.
Não te vou forçar mais inspiração,
Já estou a sentir o teu peso na alma,
Voltarás quando sentires que é a ocasião,
Mas tira o peso, já estou farto de ser calcado, calma!
…Cala-te…
Cala-te, não te posso “ouvir”,
Cala-te, não posso continuar,
Só me fazes iludir,
Fazes desaparecer a minha réstia de acreditar.
Estou farto de ser “comandado”,
Farto de seguir pelas tuas conveniências,
Por vezes sinto-me desacordado,
Devido as tuas insistências.
Cala-te, já disse,
Levas-me sempre para o mesmo estado,
Queria controla-te, se conseguisse,
Mas pões-me sempre de lado.
Porquê que tens sempre uma “palavra” a dizer,
Porquê que não me deixas definir também,
Eu sei que não basta eu querer,
As vezes pergunto-me, se queres tu o meu bem.
Sei que nunca te iras “calar”,
No silencio não ficarei,
Terei sempre essa “voz”, espero que para ajudar,
Nos momentos em que desesperar, em ti me acalmarei.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
…Na corda da vida…
A corda esta a escorregar,
Ela que já esta a ficar velha e gasta,
Ajuda-me esta se mesmo a soltar,
Uma mão basta.
Vá lá o que te custa?
Ajudar a quem nunca te cobrou,
Sim, estou aqui mesmo na tua vista,
Não me digas que esta prestes a acabar ou acabou.
A minha mão já está em ferida,
O suor já se entranha desesperadamente,
Então vida?
Porquê me ignoras repetidamente?
Sei que possuis o poder,
Sei que tens a ultima palavra,
Mas segura a corda sem tremer,
Ou indica-me uma porta que se abra.
Não sei o que me espera se me soltar,
Não é que tenha medo,
Mas feridas e cicatrizes, já tenho dá para notar,
Segura! Acho que ainda é cedo.
Ainda não reagis-te enquanto te suplico,
Ignoras e a corda já é um fio,
Pergunta o que quiseres, eu explico,
Mas rápido, antes que caía e já é tarde, sinto frio.
Os tendões já estão a fraquejar,
Os dedos latejam,
As veias grossas já se estão a formar,
São as marcas que tenho e terei que aleijão.
Deixas sempre a parte mais difícil para mim,
Deixa, eu irei conseguir,
Não te rias, não me subestimes assim,
Há muita força em mim que tenho que descobrir.
Um dia serei eu a rir,
Quando tu vida, estiveres a precisar,
E se fizer ouvidos moucos, não ouvir,
Lembraras que quando precisei tu nem um dedo para ajudar.
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