quinta-feira, 12 de agosto de 2010

...Olha para mim...

Olha para mim e diz,
Que mal eu tenho feito,
Diz o que fiz,
O que não fiz direito.

Olha para mim e diz,
Sê frontal sem rodeios,
Não fui o que sempre quis,
Porquê que recorres a esses meios?

Não vires a cara olha,
Sê sincera de uma vez,
Não encontro escolha,
Não me guias-te e fui no será, no irá e no talvez.

Continua a olhar para mim,
Ainda estou longe de acabar,
Não estas farta de me ver assim?
Porque me fazes desacreditar.

Olha para mim não vires a cabeça,
Sei que não será a ultima vez que reagirás assim,
Não esperes que esqueça,
Pois guardo tudo em mim.

Volta a olhar novamente,
Não me ignores,
Porquê que continuas a fazê-lo constantemente?
Não fiques assim, não cores.

Olha directamente,
Sei que te sentes culpada,
Tu sabes que fazes conscientemente,
Sinto a minha alma gasta, usada.

Olha…olha só pela ultima vez vida,
Não te vou chatear mais,
Já te senti em mim, mas agora estas perdida,
Viras-te costas? Já vais?

Vai, não te peço para te lembrares,
Mas sim para não te esqueceres,
Desta dor me aliviares,
Sei que basta tu quereres.

29 comentários:

  1. se há coisa que não sei fazer é escrever poesia.

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  2. sim concordo , nos tempos de agora somos todos iguais , aos olhos uns dos outros . obrigada !

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  3. A tua escrita é simples, crua e muito sentida.

    Gosto muito de te ler.
    Bjo
    Fatima

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  4. sabes expressar-te de uma maneira única!

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  5. onde os poetas encontram tanta palavra linda para escrever?onde será a fonte de tanta inspiração?

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  6. ser poeta é simplismente divino,o poeta realmente escreve com a alma palavras do coração.

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